sábado, 20 de outubro de 2012


Seis negócios para você montar em casa

Para evitar despesas na largada, você pode trabalhar na sala, no quarto ou na garagem
Por Wagner Roque
Foto: Shutterstock
Muita gente que decide montar o próprio negócio prefere fazê-lo em casa, ao menos no começo, para diminuir os riscos da empreitada. Entre outras vantagens, trabalhar por conta própria em casa permite um certo conforto e economia de tempo e de dinheiro. Mas atenção: você precisará ter muita disciplina para que isso não comprometa a sua produtividade. É fundamental delimitar o espaço físico entre a casa e o trabalho e tomar cuidado para que não haja interferência da família no dia-a-dia do negócio. Procure respeitar os horários. Nada de parar no meio do expediente para um cochilo ou para asssitir à TV. Você também não deve estar 24 horas por dia à disposição dos clientes. Lembre-se de que suas horas de descanso e de dedicação à família também devem ser sagradas tanto quanto possível.

Até pouco tempo atrás, trabalhar em casa era algo restrito a atividades como costura, produção de comida congelada e artesanato. Com o tempo, a lista foi crescendo e hoje inclui também atividades descoladas, como promoção de eventos, aluguel de som e luz para festas, agência de turismo, escritório de design para sites, criação de jogos para celulares e produção de incensos, velas e aromas. Se você se interessou por alguma dessas atividades, confira a seguir algumas dicas de empresários que atuam nesses ramos para você se dar bem.

Perfumes terapêuticos
aromaterapia pode ser uma oportunidade para novos negócios dentro do setor de bem-estar. O mercado ligado ao bem-estar segue em alta no país. Um número cada vez maior de pessoas busca alternativas para equilibrar o corpo e a mente e para reduzir o estresse do dia-a-dia. Muitas atividades exigem investimentos relativamente altos, como a montagem de um spa urbano ou de uma clínica de terapias orientais. Mas se você tem afinidades com o ramo e não dispõe de muito capital, pode iniciar um negócio de produção de incensos, velas, sabonetes, sachês e outros aromatizantes, em sua própria casa, sem fazer grandes investimentos.
SAIBA MAIS
O empresário João Pedro Hessel Filho, de São Paulo, que atua no ramo, diz que o ideal é você começar fazendo um ou outro item apenas e ir aumentando a gama de produtos à medida que for se firmando no mercado. Além de vender os produtos diretamente para o consumidor final e para as lojas, você pode formar parcerias com outras empresas do ramo, como as clínicas de terapias orientais.

Há espaço também para quem quer oferecer serviços de aromatização de ambientes para empresas, como faz a aromaterapeuta e psicóloga Sâmia Maluf, da By Sâmia, de São Paulo. O trabalho consiste em estudar e mapear os problemas existentes no ambiente antes de definir que tipo de aroma será utilizado. Um consultório dentário, por exemplo, pode optar por óleos cujos aromas tranquilizem os pacientes. Para uma loja de doces, um cheirinho que estimule o apetite nos clientes pode ser uma boa ideia. Há também substâncias que instigam o aumento da produtividade. Mas é preciso se precaver com possíveis casos de pessoas alérgicas.

É importante também tomar alguns cuidados com a segurança. Como a parafina e a glicerina, duas matérias-primas muito utilizadas na área, são inflamáveis, procure instalar o negócio num cômodo livre, bem ventilado e que não seja frequentado por crianças, nem por animais de estimação. Mesmo assim, convém manter um extintor de incêndio sempre por perto. É fundamental também conhecer bem as diferentes substâncias utilizadas na produção e seus efeitos. Algumas podem causar alergia em pessoas que têm problemas respiratórios.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012


Quando a maternidade é uma oportunidade para empreender

Empresas com sede em casa são alternativas para mulheres que querem conciliar seu próprio negócio com a criação dos filhos

Por Júlia Pitthan


A ideia costuma surgir quando o fim dalicença-maternidade se aproxima: e se fosse possível trabalhar em casa? Para muitas mulheres, o nascimento do primeiro filho é o estopim para deixar o emprego com carteira assinada e dedicar o tempo e a energia profissional para construir o próprio negócio

“Muitas vezes essa mulher já éempreendedora. Isso está lá, latente, mas ela não tem coragem de arriscar. A maternidade é uma mudança tão profunda que acaba sendo um gatilho para por em prática essa vontade”, diz Gustavo Carrer, consultor de marketing do Sebrae. Além da autonomia de horário e a possibilidade de acompanhar a educação dos filhos mais de perto, muitas mulheres descobrem, durante a gravidez, nichos de mercado até então desconhecidos e uma vontade de fazer algo em que acreditem. 
“Com a gravidez, naturalmente a mulher vai entrar em um mundo novo. Durante esse processo, ela busca produtos, e não os encontra como gostaria”, diz Carrer. O negócio surge da vontade de atender a outras mães que têm as mesmas necessidades. 

A estilista gaúcha Candice Eckert, 35 anos, entrou em um processo como esse enquanto esperava a filha Isadora, em 2009. “Durante a gestação, eu comecei a procurar roupas para ela, mas não achava nada como eu queria. Gosto de cores mais vibrantes e encontrava muitas peças para meninas com tons de rosa clarinho”, conta.
Candice lecionava em uma universidade, mas, com a proximidade do fim da licença-maternidade, decidiu pedir demissão e investir no projeto daMinimim – uma marca de roupas para crianças de 0 a 6 anos que já está na terceira coleção. O conceito, segundo a estilista, é de roupas alegres e que vestem “crianças como crianças”. A venda online começou em dezembro de 2011, e hoje ela vende também para lojistas. Em casa, desenvolve as coleções e faz as peças-piloto, que são executadas por costureiras terceirizadas. “Eu não queria que a milha filha fosse criada por outras pessoas. Quando é possível fazer diferente, acho que é bem importante para a criança”, diz. 

O mercado de moda infantil movimenta US$ 9 milhões no Brasil, com possibilidade de crescimento de 6% em 2012 na comparação com o ano passado, segundo a empresa de estudos de mercado Euromonitor. Além do vestuário, o mercado tem oportunidades de nicho, como fraldas de pano e slings – como são chamadas as peças para carregar o bebê junto do corpo. 

Foi nesse nicho que a paulista Deise Pires Hala, 32 anos, decidiu apostar. Ela deixou o cargo de gerente de contas em uma indústria do ramo alimentício para administrar o site Barriga de Pano. “No final da minha licença-maternidade, soube que a minha tia, que era a única pessoa em quem eu confiava para deixar minha filha, não ia poder ficar com ela. Comecei a procurar alguma forma de conciliar o trabalho com a maternidade”, diz. 
Deise nunca havia ouvido falar da expressão empreendedorismo materno. Descobriu o conceito durante pesquisas na internet. No portal Cia das Mães, encontrou a oportunidade de comprar o Barriga de Pano de outra empreendedora – um site que vende slings e fraldas de pano online para todo o Brasil. Fechou negócio em novembro de 2011 e passou a administrar o portal de casa, enquanto dá atenção à pequena Manoela. 

E-commerce, negócios voltados ao artesanato ou culinária (como a fabricação de papinhas orgânicas e outros tipos de alimento) e vestuário infantil são os favoritos das mães empreendedores. O fundamental, segundo Carrer, consultor do Sebrae, é que a atividade não exija presença física permanente da mãe em horário integral. 

Para a paranaense Juliana Merege Palmas, 31 anos, a alternativa foi investir em uma franquia home-based. “Sempre tive vontade, enquanto trabalhava como funcionária, de abrir meu próprio negócio”, conta. Depois de organizar as finanças para concretizar o sonho, Juliana abriu uma franquia Home Depil, em Curitiba, no começo deste ano. Com a maca e o aparelho no carro, ela faz fotodepilação em domicílio e diz que a decisão valeu a pena. “Queria ter mais tempo para participar da educação da minha filha”, conta a mãe da Ana Júlia, de dois anos e cinco meses. 


terça-feira, 24 de julho de 2012


O que você precisa pensar antes de largar seu emprego e se dedicar a sua empresa?

                                         Escrito por Rafael Farias Teixeira
Muitas pessoas ainda estão empregadas quando abrem e começam a gerenciar seu primeiro negócio. Muitas empresas são sustentadas por esse dinheiro advindo de uma carreira mais tradicional no mercado de trabalho. Outros profissionais não veem a hora de largar seus empregos para se dedicar 100% ao seu empreendimento.
Isso, porém, não é uma decisão que deve ser tomada impulsivamente, e alguns fatores precisam ser considerados para evitar que você afunde sua carreira e sua empresa ao mesmo tempo. O site da revista Entrepreneur listou sobre o que você precisa refletir antes de deixar sua vida de funcionário para trás.
1. Responsabilidades. Você está solteiro? Tem poucos gastos? Então talvez arriscar possa ser mais fácil para você. Na pior das hipóteses, você terá de voltar para a casa dos seus pais até que sua empresa decole. Mas, se você tem uma família, um apartamento financiado para pagar e outras despesas, talvez seja melhor continuar sendo um empreendedor de meio período. Se ainda assim você quiser largar seu emprego, tenha uma grana guardada para se sustentar enquanto o sucesso não vem.
2. Seu trabalho. Você tem uma carreira em um mercado com muitas vagas? Se você largar seu emprego, terá facilidade de encontrar outra vaga no futuro se sua empresa não der certo? Veja se sua posição não é muito valiosa para ser deixada para trás antes de saber se seu negócio vai decolar.
3. O seu lado psicológico. Deixar seu emprego vai te trazer mais estresse, nervosismo e insegurança? Se você não é uma pessoa capaz de lidar com os riscos de fracasso e a possibilidade de ter de recomeçar, pense se um pedido de demissão não vai te desgastar mais.
4. Pessoas para te apoiar. Você tem um grupo de pessoas que irão te apoiar em sua decisão e ajudarão naqueles momentos mais difíceis e incertos? Se você tem, pedir demissão vai parecer muito mais fácil, e administrar seu negócio, um pouco mais tranquilo.
5. Seu negócio. Ele já está gerando algum tipo de faturamento? Trabalhar nele integralmente aumentará esse valor? Você precisa investir mais dinheiro ou apenas mais tempo? Se a reposta for a segunda opção, pode pedir as contas, tendo, claro, uma poupança para te sustentar enquanto esses resultados não aparecem.


quarta-feira, 18 de julho de 2012


Quem tem perfil para ser Empreendedor?

Escrito por Patrícia Machado em 15.11.2011

Em uma roda de amigos durante o final de semana, passei por uma situação constrangedora e reflexiva ao mesmo tempo. Conversando sobre o meu desempenho no trabalho, me perguntaram por que eu trabalhava com o tema empreendedorismo e dava dicas para aprimorar o desempenho das pequenas e médias empresas, mas não conseguia abrir o meu próprio negócio. No momento, fui pega de surpresa e respondi dizendo que não sabia ao certo, mas que como tinha escolhido o jornalismo como profissão queria crescer dentro dessa área de atuação.
Quando voltei para casa, refleti sobre a pergunta feita mais cedo. Seria eu a próxima a se tornar empreendedora? Não. Vou explicar. Trabalhar com o tema empreendedorismo é fascinante. Nessa vertente do jornalismo, podemos conhecer histórias fantásticas e compreender como é possível ter ideias inovadoras. Mas não são apenas ideias que trazem lucro para o negócio. Elas ajudam muito, claro.
Durante as diversas entrevistas feitas para a apuração de uma reportagem, por exemplo, termino a conversa questionando como aqueles empreendedores conseguiram tomar decisões tão assertivas e foram capazes de explorar ideias realmente novas. Inovar não é fácil. Assim como precisamos criar fora da caixa como líderes de um empreendimento, também precisamos de diferentes referências na execução de trabalhos no dia a dia de uma profissão. Isso faz com que todos estejam empreendendo todos os dias e em todas as áreas de atuação: Uns como donos de negócios e outros em sua própria carreira.
Ser empreendedor é aceitar gerir um negócio próprio. Mas, acima de tudo ser empreendedor é ser uma pessoa capaz de acreditar veementemente que determinada ideia de negócio é capaz de ultrapassar fronteiras culturais e regionais e alcançar o sucesso. Empreendedores querem fazer a diferença. E nesse aspecto os jornalistas se assemelham a eles.
O sucesso de um empreendedor está relacionado a inúmeros fatores. Dentre eles, é preciso saber escolher um excelente ponto comercial, conseguir elaborar com perfeição um plano de negócios e ter conhecimentos de gestão para argumentar com funcionários, sócios e clientes. É preciso também ter coragem para apostar em investimentos até então desconhecidos ou em investimentos que entrarão em um mercado já competitivo.
Por todos esses fatores, acredito que cobrir o tema empreendedorismo me permitiu conhecer teorias para que um empreendimento desse certo. Mas, nem sempre quem possui a habilidade de transmitir informações será capaz de construir e comandar a sua própria empresa. Para que o mundo continue a evoluir é preciso que ainda existam clientes, donos de negócios, funcionários e pessoas que desejam contar boas histórias. São por todos esses fatores que consegui explicar para os demais por que jornalistas que cobrem empreendedorismo talvez não tenham a vontade ou mesmo a vocação para liderar negócios. E você, empreendedor, como descobriu a sua vocação para empreender?

segunda-feira, 9 de julho de 2012



Mulheres empreendedoras: da gestão do lar para a gestão de negócios

Apesar do século XXI, a sociedade brasileira ainda é primitiva e mantém diversas desigualdades sociais e culturais. Tendo em vista as desigualdades em relação ao gênero, é evidente um desequilíbrio na participação da mulher brasileira em diversos espaços, como na política, religião, esportes, movimentos sociais, entre outros. Porém, um setor de grande destaque e influência para a mulher nos últimos tempos é o mercado de trabalho. De acordo com a última pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) realizada em 2010 no Brasil, 49% das empresas nascentes eram administradas por mulheres. Além disso, o último Censo também realizado em 2010 revela que aquela mulher que há 10 anos ganhava 67% dos salários dos homens com o mesmo cargo, atualmente diminuiu essa diferença para 70%. Apesar de nos últimos três anos, as mulheres brasileiras ainda ganharem menos que os homens, é perceptível que entre os novos negócios, a parcela de mulheres empreendedoras já se aproxima do sexo oposto.

O mercado começa aceitar as diferenças biológicas e constitutivas do sexo feminino e a perceber que as qualidades existem independentemente do gênero. A boa comunicação, ética, capacidade de análise e capacidade de inspirar equipes faz parte da postura feminina, mas isso não quer dizer que homens também não são capazes de possuírem essas qualidades. O mundo empresarial cada vez mais compreende que o empenho, a competência e a dedicação são características capazes de distinguir um bom empreendedor, independente se for homem ou mulher.

As mulheres possuem alguns pontos marcantes da condição feminina, que quando equilibrados com racionalidade, podem gerar positividade aos negócios. A mulher possui características como intuição, sensibilidade e criatividade, normalmente derivadas do aspecto maternal, que se afloram na hora de gerenciar uma empresa. Em um quadro de desigualdade no mercado de trabalho, é fundamental que as mulheres saibam quais suas vantagens e seus pontos fortes. As empreendedoras devem saber utilizar esses pontos ao seu favor, sem abrir mão da essência feminina para entrar no ambiente corporativo. No caso, enquanto o homem é mais objetivo, a mulher possui uma visão mais global e essa aptidão auxilia em uma melhor e mais sucedida criação de produtos e análise de cenários. O cuidado deve ser na hora de tomar decisões, pois por possuir essa ampla visão, muitas vezes a mulher acaba sendo bem mais insegura do que o homem. Outro fator importante para a mulher se atentar é com a multifuncionalidade que possui, pois além de gestora de negócios, maior parte das empreendedoras são gestoras do lar, simultaneamente, e isso também pode se tornar um grande problema. Desempenhar papéis como de mãe e esposa, exige uma grande dedicação e responsabilidade, e com uma má administração de tarefas e horários na vida pessoal, isso pode refletir e afetar o perfil profissional da mulher.

Uma projeção apontada na Pesquisa Cenários 2020, do Sebrae-SP, revela que a participação das mulheres deverá subir para 42% em 2020, logo, ainda que a nossa sociedade tenha muito a conquistar para as mulheres, estamos uma época de reconhecimento ao poder feminino. A mulher contemporânea celebra a luta feminina para ter acesso aos direitos básicos de um cidadão, como o voto, emprego e educação. Lembrando que o Brasil é governado, pela primeira vez na história, por uma mulher. Ninguém imaginava que o sexo feminino teria tanta força no mercado de trabalho como está tendo nos últimos tempos.

É possível concluir que o tabu de que todas as mulheres tinham profissões secundárias aos homens é uma ideia ultrapassada. Ao contrário disso, muitas estão fazendo sucesso à frente dos negócios e estão realizadas com seu empreendimento. Apesar da dificuldade de conciliar a vida pessoal com a profissional, as mulheres empreendedoras permanecem no mercado de trabalho, mesmo enfrentando dificuldades econômicas, preconceitos e a cobrança da família. É necessário desenvolver e ampliar o mercado para a mulher, porém não devemos tirar o mérito da expansão e participação feminina no mundo empresarial.

Mari Gradilone é sócia-diretora do Grupo Virtual Office, formada em Arquitetura e Desenho Industrial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

segunda-feira, 25 de junho de 2012





Preciso Mudar! Mas por onde começar?



Entre se tornar ou não um empreendedor, ganha quem tem coragem de se conhecer melhor.
Duas datas marcaram fortemente a minha decisão de mudar de carreira: o dia em que cogitei uma mudança e meu último dia como executiva de uma multinacional. Foram seis meses alternando momentos de dúvida, certeza, frustração, sonho...
Porque não experimentava mais prazer no ambiente corporativo? Porque minha tão sonhada e planejada carreira executiva não mais me satisfazia?
O contato com empreendedores e seus grandes sonhos, muito motivaram minha inquietação. A essa altura já era fato para mim, que eu precisava iniciar uma nova atividade profissional, mas qual? Quando? Por onde começar?
O ponto zero é a identificação do nosso propósito, o que nos motiva e nos dirige. Por meio do coaching, da terapia, de muita reflexão e coragem, repensei meu propósito de vida e desenhei novas alternativas profissionais. Quando entendemos essa motivação, ficamos mais atentos às oportunidades, mantemos um olhar lá na frente seguido de uma imensa disposição para realizar.
Tendo mais clareza do meu propósito, busquei os porquês, analisei riscos, avaliei alternativas, construí possibilidades, estudei forças e fraquezas e, principalmente, compartilhei. Enfim, me "alimentei" do mundo exterior para, fazendo as perguntas certas, efetivar as melhores escolhas.
Empreender foi a minha escolha e a construção de um plano de ação foi um grande aliado para lembrar o "caminho", identificar obstáculos e criar alternativas. Na ausência de um plano, qualquer acontecimento pode servir de desculpas para não seguirmos em frente e o futuro vira nosso tempo verbal preferido.
Nós somos a primeira barreira, relutamos em confrontar a realidade. Diria que o segundo lugar também é nosso, ego e vaidade não permitem que, por um período, sejamos ou tenhamos “menos”. Família e amigos, sem querer, ganham a terceira posição. O excesso de cuidado conosco aparece em uma espécie de apelo para que não “sejamos loucos” em mudar. Barreiras relacionadas a recursos, energia, ambiente etc. ganham as posições seguintes.
Após um pouco mais de um ano, aprendi que nesse jogo não pode haver “depois”, “não posso”, “não sei”, “sozinho” e “sempre foi assim”. Podemos tudo, desde que tenhamos coragem para nos conhecer, disposição para fazer e sabedoria para sustentar nossas escolhas.
É possível que muitos de você prefiram o lema "deixa a vida me levar", não tentarei demover ninguém dessa crença, só convido-os a refletir se é mesmo uma crença ou se é uma reação diante da dificuldade natural de lidar com o tema. Na dúvida, a pergunta:
Qual o seu propósito?

Cláudia Klein é sócia da Argumentare, atua como Coach, palestrante e consultora de gestão. 

terça-feira, 19 de junho de 2012

5 dicas valiosas de  empreendedores de sucesso







Muito se fala de Gestão do Tempo, nos dias de hoje. E, cada vez mais, parece impossível encontrar “tempo” para gerenciar o próprio tempo!
Por vezes, a motivação que nos falta é a de conhecer exemplos concretos de como uma definição correta das nossas prioridades de vida pode facilitar nosso sucesso – e não falamos aqui apenas do sucesso financeiro.
Conheça dicas de algumas das figuras mais importantes do panorama corporativo internacional sobre como lidar com o difícil equilíbrio entre o Trabalho e a Qualidade de Vida.
1- Mantenha uma Atitude Positiva (Andrew Carnegie)
“Existem poucas chances de sucesso quando o mau humor predomina”
Reserve tempo para se divertir, cultive o bom humor fazendo coisas que lhe façam rir, seja assistir a uma boa comédia ou sair com os amigos para soltar algumas boas gargalhadas.
2- Cuidado com o Sucesso (Bill Gates, fundador da Microsoft)
“O sucesso é um péssimo professor. Ele seduz pessoas inteligentes a pensar que nunca irão falhar”
Reveja seus objetivos de vida. O que é o Sucesso PRA VOCÊ? Como medir seu grau de felicidade na sua vida pessoal e profissional? E, principalmente, qual o preço que você está disposto a pagar pelo sucesso?
3- Faça pelo prazer de fazer (Donald Trump, CEO da Trump Organizations)
“Eu não faço as coisas pelo dinheiro. Faço porque gosto de fazer!
Descubra o que realmente lhe dá prazer de fazer. Invista seu tempo nisso, e deixe de lado as tarefas e “obrigações” que se tornaram obstáculos neste percurso.
4- Esteja atento às oportunidades (Warren Buffet, investidor)
“Eu faço as coisas quando a oportunidade se apresenta”
Para estar atento às oportunidades, você precisa estar focado no que acontece ao seu redor. Não deixe que as suas tarefas e rotinas cotidianas o impeçam de acompanhar o que está acontecendo. Guarde tempo para se manter informado e atualizado.
5- Seja realista (Jack Welch, Ex-CEO da General Electric)
“Encare a realidade como ela é, não como ela foi ou como você gostaria que ela fosse”
Sonhar é fundamental para alcançar o sucesso, mas precisamos reconhecer a realidade como ela é, principalmente num mundo onde os acontecimentos se sucedem a um ritmo alucinante.
Conclusão
Pois bem. Conselhos válidos, de grandes personalidades… porém, o mais interessante é que todas as dicas têm algo muito simples em comum: enfatizam a importância da sua capacidade de definir prioridades e dar o devido valor ao que realmente merece sua dedicação.
Aproveitar o tempo bem é não desperdiçá-lo. Não é resolver mais. É resolver melhor!Situações, rotinas, problemas e tarefas que não requerem, realmente, o seu envolvimento direto. É claro que há ferramentas modernas como a Telefonia Celular, a Internet e os Assistentes Virtuais. No entanto, o ingrediente principal é a sua capacidade de decidir o que realmente importa e, assim, revolucionar a maneira como você aproveita o seu tempo!
Alexandre Borin Cardoso - CEO da Prestus®