É cada vez mais comum vermos negócios surgindo na área de prestação de serviços, a partir de habilidades e de hobbies do empreendedor. É o jardineiro que inicia uma empresa de jardinagem. É a enfermeira que abre um negócio de assistência para pacientes de pós-operatório; o jogador de tênis que cria uma academia; o “medalha de ouro” em natação que cria uma rede de escolas de natação. É a menina apaixonada por música que abre uma academia de música. É a apaixonada por patins que abre uma academia de patinação. Enfim, são inúmeros os exemplos de empresas que nasceram a partir desse tipo de motivação.
E não é só no Brasil não. Nos Estados Unidos, uma jovem engenheira de software da IBM, Leah Busque, na hora da saída para um jantar com seu marido, se deu conta de que o cachorro estava sem comida. Foi com essa necessidade que ela teve o insight de criar um negócio por meio do qual alguém pudesse pedir algo, como por exemplo, ração para cachorro e que algum vizinho pudesse comprá-la e alimentar o seu cãozinho em troca de um pagamento.
Esse lampejo de criatividade levou a engenheira a criar um negócio, que hoje já atende mais 3 mil pedidos de serviços mensais ao preço médio de R$ 60. A Taskrabbit já está em oito cidades americanas e recebeu milhões de dólares de vários fundos de capital de risco (tipo de investidor que se torna sócio da empresa e recebe os lucros se a empresa os tiver ou assume o prejuízo junto com o empreendedor).
Essa ideia surgiu da percepção da empreendedora, o que nos leva a crer que está nascendo uma nova categoria de empresas, impulsionada pelas redes sociais, pela troca e colaboração entre as pessoas e pelo avanço da tecnologia de comunicação móvel (smartphones, tablets, dentre outros). Empresas que estão mudando a maneira pela qual as pessoas consomem produtos e serviços.
Nesse tipo de negócio, o que importa são os indivíduos e não as empresas. Em geral, são ideias óbvias que se desenvolvem no mundo virtual e se realizam o mundo “concreto”. Como foi o caso da Taskrabbit. Ela faz a transação comercial no mundo virtual, mas o serviço é feito na casa do cliente, por uma pessoa que tem uma determinada técnica ou habilidade. Outras vezes nem precisa ter uma especialidade, mas querer ganhar um dinheirinho extra. Como é o caso de pessoas que se oferecem para fazer companhia para os familiares hospitalizados em troca de um pagamento.
Essa dinâmica mostra muitas oportunidades para os empreendedores, mas para captá-las é preciso entender como as relações se estabelecem nas redes sociais e também estar dentro desse mundo virtual, entender como funciona e, também, conhecer as técnicas, a linguagem, as ferramentas disponíveis de modo a conseguir transpor a ideia para a prática de um modelo de negócios na rede.
Para transitar neste mundo virtual, já existe uma linguagem ou jargões próprios que devem ser conhecidos do empreendedor. Por exemplo, quando algo se dissemina pela rede, dizemos que é “viral”. E o é mesmo! Tudo o que “rola” na rede toma um volume absurdo em poucos minutos. Veja o boom das compras coletivas.
É fato, também, que negócios iniciam e fracassam, sem que ninguém nem fique sabendo. Na rede tudo é muito rápido, inclusive tornar-se milionário a partir de uma ideia óbvia. Aliás, é no óbvio que moram as oportunidades. O problema é que, na maioria das vezes, por ser tão óbvio, deixamos de lado.
Quantas ideias aparentemente óbvias você já deixou de lado?
http://www.sebraepr.com.br/blogs/user/89
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